* Tickers atualizados a cada 15 minutos.

Conheça os ativos imobiliários para o investidor brasileiro

Quando o assunto é investimento em imóveis, localização é fundamental. Mas quando esse investimento tão tradicional encontra o dinamismo e a transparência da B3, as fronteiras praticamente desaparecem e a localização passa a ser plural.

Você pode investir em grandes empreendimentos imobiliários no Brasil e no exterior, diversificando com a facilidade dos ETFs nacionais e dos BDRs de ETFs estrangeiros do setor.

Comprar imóveis prontos para alugar ou construir imóveis para venda são investimentos conhecidos e praticados no mundo todo, há séculos.

Todos entendem como funciona a dinâmica de lucrar com essa atividade, mas poucos possuem dinheiro suficiente para comprar ou construir um imóvel.

Desde 1960, quando foram criados os Real Estate Investment Trust (REIT) nos Estados Unidos, esse mercado se tornou acessível a praticamente todos. Um investimento coletivo que permite a qualquer pessoa ter uma fração de imóveis de alta qualidade, participando dos ganhos com locação ou venda. Foi um sucesso tão grande naquele país que o modelo logo se espalhou pelo mundo.

No Brasil, os fundos de investimento imobiliários (FII) foram criados em 1993 e, hoje, também podem ser considerados um sucesso, tendo atraído mais de um milhão de investidores.

Como investir em imóveis sem ter um imóvel?

Outra forma de investir no setor, que existe desde antes da criação dos REIT e dos fundos imobiliários, é por meio das ações de empresas do mercado imobiliário, listadas na bolsa de valores.

Ações e fundos imobiliários são investimentos do mesmo setor, mas existem diferenças entre eles. Uma empresa é uma estrutura mais complexa, os administradores têm mais liberdade para decidir sobre como vão financiar os projetos, como investir o dinheiro da empresa, distribuir os dividendos etc.

Os fundos imobiliários são estruturas mais simples, os gestores seguem políticas de investimentos definidas em regulamento, o fundo possui algumas vantagens tributárias, obrigatoriamente devem distribuir como rendimentos 95% do lucro a cada semestre etc.

Há mais fundos imobiliários do que ações listadas na B3. Geralmente, os FIIs oscilam menos de preço do que as ações e distribuem rendimentos com mais frequência.

Em contrapartida, as ações podem ter períodos de valorização maior e mais acelerados do que os FIIs.

Na prática, quem investe em ações costuma ter um olhar mais para a empresa, sua atividade e capacidade de gerar lucros. A intenção é ter um pedacinho de uma grande empresa imobiliária que pode crescer ao longo do tempo.

Já quem investe em FII tem um olhar mais para os ativos, a intenção de ter um pedacinho dos imóveis ou do patrimônio do fundo e receber renda periódica. São investimentos diferentes e complementares. Ambos oferecem boas oportunidades para quem busca ter no portfólio uma exposição a esse mercado tão tradicional.

Mas não vá imaginando aquelas fotos em preto e branco e uma musiquinha instrumental ao fundo. Dizer que o mercado imobiliário é tradicional não significa que seja antiquado. Muito pelo contrário! O mercado imobiliário é dinâmico e vai se adaptando sempre às novas demandas da sociedade.

Existem diversos segmentos. Para cada um deles, as características de um bom imóvel são bem diferentes e vão evoluindo com o tempo. Você mesmo consegue perceber isso, pois frequenta shoppings, hotéis, escritórios, lojas de rua e tantos outros imóveis no seu dia-a-dia.

Fora aqueles que você nunca entrou, mas que são vitais para atividades cotidianas, como os galpões de logística e data centers, por exemplo.

Quer entender como é fácil investir em imóveis por meio dos ativos financeiros, diversificando entre segmentos, localização e classes de ativos? ETFs e BDRs de ETFs são a chave para esses mercados.

ETFs nacionais

No Brasil, temos ETFs que replicam índices de ações ou de fundos imobiliários. Como vimos, as classes de ativos são diferentes e ambas podem fazer parte de um portfólio bem diversificado. O importante é sempre conhecer o índice que cada ETF segue, para se certificar que o perfil do fundo será parecido com o que você planeja para os seus investimentos.

Em geral nossos ETFs não distribuem diretamente aos cotistas os dividendos e rendimentos que são distribuídos pelas ações e fundos imobiliários, ao invés disso, reinvestem esses valores comprando mais das ações ou cotas.

Por isso, são mais indicados para quem, investindo com objetivo de longo prazo, está na fase de acumulação de patrimônio (ou seja, aqueles que normalmente também reinvestiriam os proventos) ou para quem visa mais o ganho de capital com a negociação de cotas.

Sobre a tributação, o lucro com a venda das cotas de ETF de ações é de 15% para operações normais e 20% em caso de day trade. Já se o ETF for de cotas de FII, o imposto será de 20% independente do tipo de operação.

BDRs de ETFs

No exterior, existem muitos índices do mercado imobiliário. Alguns só de ações, outros só de REITS e alguns que misturam as duas classes. Aliás, você sabia que há cerca de 30 REITS que fazem parte do principal índice de ações da bolsa americana, o S&P 500? Talvez você já invista em REITS e nem saiba!

Surpresa para você? Então, tem mais uma. Alguns índices do setor são globais, ou seja, incluem ações, REITs e FIIs de diversos países, inclusive do Brasil. Então, pode ser que você tenha cotas de um BDR de ETF internacional que invista também em ações e FIIs aqui do Brasil!

Como você já deve ter notado, no exterior, especialmente nos Estados Unidos, ações e REITs são bem mais parecidos do que são ações e FII aqui no Brasil. Semelhantes inclusive na volatilidade (oscilação dos preços), as cotas de REITs oscilam tanto quanto os preços das ações.

Claro que também há diferenças entre eles, como algumas vantagens fiscais nos REITs e a obrigação de distribuir a maior parte do lucro (90%) como dividendos.

Então, você já sabe: antes de escolher um BDR de ETF, entenda bem qual é o índice que ele replica e quais os principais ativos que fazem parte da carteira do fundo.

É mais usual que ETFs estrangeiros distribuam os dividendos que recebem aos seus cotistas. Se for esse o caso, quem investir aqui via BDR das cotas também receberá os dividendos, já convertidos em Reais.

Então, além da diversificação de patrimônio, esses BDRs podem oferecer uma fonte de receita adicional e pouco correlacionada com a economia brasileira. Afinal, não existe um padrão para o prazo de distribuição de dividendos, por isso, pesquise sobre essas regras antes de escolher.

Pode ser que exista imposto sobre esses dividendos no país de origem do ETF, além da tributação aqui no Brasil. E caso você venda os BDRs com lucro, deverá pagar 15% de imposto de renda se for operação normal ou 20% em caso de day trade.

Acesso fácil na sua corretora brasileira com muitas opções para escolher

Agora que você conheceu mais sobre essas alternativas de investir em imóveis, pode ir sonhando e planejando aí. Do apartamento no seu bairro até um shopping center no Japão.

Tudo isso está ao seu alcance e poderá contribuir para que você atinja os seus objetivos financeiros!

Tags

Ativos • 

Imobiliários • 

Investidor Brasileiro

Ver todos os artigos