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ETFs de cripto: uma introdução sobre diferenças, onde e em que investir

Os ETFs de cripto são uma alternativa interessante de investimento para quem quer se expor ao mundo dos ativos digitais. Eles oferecem diversificação e oportunidade de aplicação nessa classe de ativos, sem a necessidade de comprar diretamente as criptomoedas, nem de se aprofundar na tecnologia envolvida nesse processo.

A B3 disponibiliza diversos ETFs nessa categoria, que permitem ao investidor acessar várias subdivisões do mundo cripto com segurança no processo, sem os desafios tecnológicos normalmente existentes na compra e venda direta dos ativos.

No entanto, esse leque de opções traz algumas dúvidas: em quais ETFs investir? Quais são as diferenças entre eles? Que tipo de criptoativos estão contidos nos índices que esses ETFs replicam? Para esclarecer essas dúvidas, é preciso inicialmente conhecer os diversos tipos de criptoativos existentes e suas características básicas, para sabermos se estamos investindo em algo que acreditamos ter uma boa perspectiva de valorização no futuro. Como existem atualmente milhares de criptoativos diferentes em circulação, e esse número cresce a cada dia, é impossível conhecer em detalhes cada um deles. Vamos procurar, então, entender quais são os principais tokens existentes, as categorias em que se enquadram, e suas características principais.

1. Bitcoin

O Bitcoin foi a primeira criptomoeda criada, e deu início à utilização da tecnologia blockchain no mercado financeiro. Ele foi proposto em 2008 por Satoshi Nakamoto, que desenvolveu a ideia e a publicou em um artigo que foi compartilhado com a comunidade de desenvolvedores que trabalhavam com a tecnologia de criptografia. Na verdade, ninguém sabe ao certo quem é Satoshi Nakamoto, porque a pessoa (ou pessoas) por trás desse nome nunca se apresentou em público. O importante é que Satoshi Nakamoto havia criado uma maneira de se fazer pagamentos e transferências de dinheiro de forma digital, sem a necessidade de uma entidade controladora, como um banco ou governo, e com segurança garantida por processos computacionais.

O Bitcoin foi implementado no ano seguinte à publicação do artigo de Satoshi Nakamoto, e inicialmente não tinha um grande valor fora da comunidade de desenvolvedores que aderiu à ideia. No entanto, a inovação que ele representou ganhou popularidade e a atenção de diversos segmentos, e seu valor cresceu aceleradamente nos anos seguintes. Atualmente o Bitcoin é a principal criptomoeda existente, representando sozinha mais de 40% do valor total de mercado do conjunto desses ativos. Ele é aceito em diversos tipos de pagamento e é considerado uma referência para as demais criptomoedas.

Os ETFs que buscam replicar a performance do valor do Bitcoin são:
BITH11
QBTC11

2. Ether

O Ether é a criptomoeda nativa da rede Ethereum, e ocupa o lugar de 2ª maior criptomoeda do mundo em valor de mercado, ficando atrás apenas do Bitcoin. A rede Ethereum foi lançada em 2014 e inaugurou um novo conceito para a época: foi a primeira rede de blockchain que possibilitou a criação de contratos inteligentes. Em linhas gerais, os contratos inteligentes são programas de computador que funcionam sobre a rede blockchain, e são processados de forma descentralizada pelos inúmeros computadores que fazem a validação das informações que trafegam nessa rede.

A plataforma do Ethereum é aberta para desenvolvedores que desejem criar programas a partir dos contratos inteligentes e, com base nessa tecnologia, já foram desenvolvidas dezenas de outros criptoativos e aplicativos descentralizados, conhecidos como Dapps, dos mais diversos tipos, como games, redes sociais, marketplaces, e exchanges descentralizadas para a negociação de criptomoedas, entre outros.

O Ether, como a moeda nativa dessa rede, é utilizado também para o pagamento das taxas cobradas dos usuários de muitos desses aplicativos, o que traz utilidade e valor para a moeda.

Os ETFs disponíveis atualmente que buscam replicar a performance do valor do Ether são:
ETHE11
QETH11

3. Criptoativos de DeFi

A tecnologia de contratos inteligentes, inaugurada pela rede Ethereum, possibilitou a criação de diversos tipos de aplicações, como vimos. Dentre essas aplicações se destacam aquelas que permitem a troca de criptomoedas entre os usuários, o investimento dessas criptomoedas com o recebimento de juros, o empréstimo de dinheiro digital, entre outras possibilidades.

Esse conjunto de aplicações que procuram replicar no ambiente digital as atividades existentes no mercado financeiro tradicional, porém sem a necessidade uma entidade centralizadora, é conhecido como finanças descentralizadas, ou em inglês Descentralized Finance, conhecido pela sigla DeFi.

O segmento de DeFi conta atualmente com dezenas de aplicações, que funcionam sobre a rede Ethereum e outras redes que foram desenvolvidas posteriormente com características parecidas. Normalmente essas aplicações possuem suas próprias criptomoedas, utilizadas como base para as transações ou para pagamento de taxas de utilização. Dentre essas aplicações, algumas das mais populares são Aave, Uniswap, PancakeSwap e Curve.

Os ETFs que procuram replicar a performance dos ativos desse segmento são:
DEFI11
QDFI11

4. Outros tipos de criptoativos

“BORED APE 4873 seen on smartphone” por Ascannio em stock.adobe.com

As plataformas de contratos inteligentes permitem ainda a criação de inúmeras outras aplicações, além daquelas voltadas para o mundo das finanças descentralizadas. Praticamente qualquer tipo de sistema ou programa de computador pode ser implementado sobre essas plataformas, aproveitando as vantagens que a tecnologia blockchain oferece, como descentralização, segurança de dados, transparência das informações, entre outras.

A partir dessa possibilidade têm sido desenvolvidos inúmeros tipos de novas aplicações, que procuram oferecer soluções ou serviços inovadores para diferentes necessidades. Normalmente cada nova aplicação criada contém um ou mais criptoativos, que podem ser utilizados como meio para o pagamento de taxas, ou para outras funções, como a compra de itens dentro da plataforma, ou ainda para dar direito a voto para seus detentores nas consultas feitas pelos desenvolvedores para decidir a implantação de mudanças e melhorias.

Algumas dessas aplicações são:
» Metaversos: ambientes virtuais criados a partir das redes blockchain e que permitem a interação entre as pessoas para encontros, reuniões de negócios, atividades de lazer, etc;
» Games online: jogos que utilizam as características da tecnologia blockchain e das criptomoedas para que as recompensas ganhas pelos jogadores e os itens utilizados durante as partidas sejam verdadeiros ativos virtuais de posse desses jogadores, permitindo sua compra, venda e aluguel nos marketplaces das plataformas;
» NFTs: são itens digitais únicos, com características próprias, e que podem ser a representação de algum bem físico. Podem ser itens colecionáveis, como cartões com personagens de jogos, ou obras de arte feitas exclusivamente no formato de criptoativos. Podem ainda ser utilizados como uma espécie de recibo digital de algum ativo físico, como por exemplo uma ação ou uma parcela de um imóvel.

Alguns ETFs buscam oferecer ao investidor o mesmo retorno obtido pelos criptoativos e plataformas desse segmento. Eles são:
META11
NFTS11
WEB311


Além dos ETFs que têm seu foco em algum desses segmentos, existem outros que têm por objetivo replicar a performance de índices que agregam criptoativos escolhidos com base em sua liquidez e valor de mercado, sem separá-las por tipo de utilização. Esses índices procuram monitorar os ativos mais representativos dentro do universo cripto. Dentre os ETFs disponíveis atualmente na B3, dois deles seguem esse tipo de índice:
CRPT11
HASH11


Agora que você já conhece as principais categorias de criptoativos e os ETFs que permitem que o investidor tenha acesso a elas, veja com quais você se identifica, e onde estão as melhores oportunidades.

Bons investimentos!

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