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Investimentos temáticos: como melhorar o desempenho de um portfólio tradicional

A busca por novas estratégias faz parte da essência do investidor, ou seja, quem investe sempre está em busca de novas alocações que possam lhe fornecer o maior retorno possível com o menor risco.

Nos EUA, é comum encontrarmos o tradicional “portfólio 60/40”, que consiste na alocação de 60% da carteira em ações e 40% em renda fixa. Essa estratégia ganhou muito destaque nos últimos anos por entregar bons retornos ajustados ao perfil de risco do investidor.

Para a construção de uma carteira de investimentos, o retorno e o risco são variáveis fundamentais para a tomada de decisão na hora de escolher onde investir.

Além disso, a teoria moderna de portfólio, desenvolvida pelo economista Harry Markowitz, que visa encontrar o ponto ideal entre maximizar o retorno e minimizar o risco de uma carteira de ativos, demonstrou que a diversificação por meio de uma cesta de ativos é essencial no atingimento desse objetivo.

De forma geral, a diversificação entre ativos conta com uma carteira composta por ações de índices amplos (Ibovespa e S&P 500, por exemplo) e títulos de renda fixa.

Entretanto, nos últimos anos, surgiram novas classes de ativos, estilos de gestão e instrumentos financeiros, proporcionando ao investidor um potencial ainda maior de crescimento de longo prazo e diversificando ainda mais seu portfólio.

Nesse contexto, vale ressaltar a importância dos investimentos temáticos disponíveis através de ETFs, que são fundos de investimentos em índice negociados em bolsa.

Afinal, o que é um ETF temático?

O ETF temático faz referência a um fundo de investimento que investe em empresas de determinado setor, oferecendo aos investidores a possibilidade de diversificar suas fontes de retornos e o risco da carteira em temas específicos, podendo refletir tendências estruturais de longo prazo, em todas as geografias e setores.

Para ilustrar, é possível listar alguns temas e setores como Robótica & Inteligência Artificial, Veículos Autônomos & Elétricos, Lítio & Baterias e Internet das coisas, que estão disponíveis para compor a carteira do investidor, e se classificam no conceito de “tecnologias disruptivas” que estão cada vez mais presentes no dia a dia da sociedade.

Além disso, apesar de sua estrutura complexa e moderna, podemos classificar os ETFs temáticos como investimentos democráticos, uma vez que são considerados produtos de baixo custo, com liquidez diária e, geralmente, possuem taxas de administração mais baixas do que as taxas cobradas por fundos de investimentos convencionais.

Outra vantagem dos ETFs temáticos é a capacidade de acessar dezenas (às vezes, centenas) de empresas do mundo todo em um único produto, fornecendo exposição às empresas na medida em que a adoção de suas tecnologias aumenta e elas crescem em importância, podendo se tornar uma parcela mais relevante de índices de mercado mais amplos.

Os investimentos temáticos seguem uma curva de adoção onde setores menos desenvolvidos têm maior risco e maior potencial de retorno, enquanto os temas mais estabelecidos apresentam menores riscos e menor potencial de retorno.

O processo de identificação de temas é feito com uma combinação da análise fundamentalista e setorial (bottom-up) somados à abordagem macroeconômica (top down) na escolha de ativos que podem se beneficiar da materialização dessas tendências futuras.

O investimento temático oferece exposições diferenciadas que podem complementar um portfólio diversificado, uma vez que adicionam um potencial de crescimento de longo prazo a um portfólio bem equilibrado. Adicionalmente, os benefícios da diversificação permanecem relevantes na relação retorno/risco do portfólio.

Conforme ilustrado no gráfico abaixo, a diversificação internacional com investimentos temáticos otimiza o portfólio com baixa correlação aos ativos brasileiros (gráfico à esquerda) e melhor relação de retorno e risco (gráfico à direita).

Por que investir em ETFs temáticos?

A adição do investimento temático ao portfólio pode conferir ao investidor um ganho de longo prazo, sem alterar o nível de risco do seu portfólio. Além disso, o uso do ETF temático se mostrou um bom instrumento para otimizar a relação de retorno e risco de um portfólio.

Para ilustrar essa teoria, é possível verificar na simulação abaixo que, ao adicionar uma exposição de 10% em ETFs temáticos a um portfólio tradicional 60/40, obteve-se um ganho no retorno anual do portfólio de 4.37% para 4.68%, sem adicionar muita volatilidade, que foi de 5.49% para 5.77%, demostrando que a relação do retorno ajustado ao risco foi benéfica ao incluir temáticos.

Dessa forma, é possível constatar que a exposição adequadamente dimensionada ao investimento temático pode ser uma opção para o investidor obter novas fontes de geração de retornos, buscando uma melhora no nível da relação retorno/risco da carteira e um incremento na diversificação de ativos.

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