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O crescimento dos ETFs no Brasil e por que ficar de olho nessa opção de investimento

Os ETFs (Exchange Traded Funds), ou fundos de índices, são uma pequena parte da indústria de fundos no nosso país e ainda são pouco conhecidos pelos investidores domésticos.

Acompanhando o que já ocorreu em outros países que possuem um mercado mais maduro, tais produtos devem ganhar importância como opção de investimento, uma vez que ele independe de cenários macroeconômicos específicos. Além disso, o ETF é um grande aliado para diversificação da carteira dos investidores, que estão cada vez mais conscientes dessa necessidade.

Os ETFs são fundos que seguem determinados índices (de ações ou de outras classes de ativos), por exemplo, o Ibovespa B3. Em outras palavras, são fundos que formam uma carteira com os ativos que compõem um determinado índice cujo objetivo é replicar o seu retorno. Ou seja, tratam-se de fundos passivos.

A B3, uma das maiores bolsas do mundo, ampliou sua oferta de ativos permitindo produtos com a possibilidade de diversificação para os investidores, tanto no mercado local como no internacional, possibilitando um maior número de estratégias no portfólio de cada cliente.

Fonte: B3, Setembro de 2022

ETF no Mundo

No exterior, o percentual de ETFs na indústria de fundos local é bem superior ao verificado no Brasil. Os Estados Unidos, por exemplo, possuem o maior mercado de ETFs do mundo (US$ 6,5 trilhões), representando 20% da indústria de fundos americana que, no final de 2021, atingiu a cifra de US$ 32,5 trilhões.

Fonte: IIFA – The Internacional Investment Funds Association

Em termos percentuais, Taiwan possui o maior percentual em relação à indústria local, seguido pelo Japão, onde os fundos ETFs representam 22,8% (US$ 550 bilhões), conforme o gráfico abaixo.

Pelo comparativo, ainda existe um longo caminho para o mercado de ETFs no Brasil, com um grande espaço para o desenvolvimento desse tipo de produto.

Fonte: IIFA – The Internacional Investment Funds Association

ETF no Brasil

No Brasil, a participação de ETFs nas carteiras ainda é irrisória, prevalecendo preferência por fundos de gestão ativa. Dos R$ 7,2 trilhões investidos em fundos de investimento, apenas 0,5% estão alocados em ETFs.

Apesar disso, essa modalidade de fundos cresceu aproximadamente 42% nos últimos dois anos para cerca de R$ 34 bilhões, de acordo com a Anbima.

O que se verifica é que esse produto é considerado uma novidade e ainda está longe de atingir todo seu potencial.

Fundos de Investimento
Em R$ milhões, jul/22
TiposCarteira%
Renda Fixa2.814.35639,1%
Multimercados1.570.64121,8%
Previdência1.109.71715,4%
FIP586.0228,1%
Ações491.2906,8%
FIDC313.1724,3%
FII231.2863,2%
OFF-SHORE41.4470,6%
ETF34.0500,5%
Cambial8.4770,1%
PL Total7.200.456100,0%

Fonte: ANBIMA

ETF, R$ milhões, Por Titular
Institucionais1.587,74,66%
Corporate/Midle Market755,42,22%
Private/Alta Renda11.794,734,64%
Varejo258,40,76%
Conta e Ordem1.592,14,68%
Fundos de Investimento273,50,80%
Outros17.787,952,24%
Total34.049,9100,00%

Fonte: ANBIMA

Expectativa de Crescimento

Segundo o 2º Relatório Anual de Progresso dos Investidores em iShares da BlackRock, alguns fatores influenciaram o crescimento de ETFs nos últimos anos:

1) À medida que as plataformas de investimento digital facilitam o investimento, mais pessoas estão buscando os ETFs, e não apenas porque as barreiras e os custos da comissão foram reduzidos;
2) Os ETFs foram responsáveis por reduzir ao custo mais baixo da história o que o investidor médio paga para realização de operações;
3) Preocupação com a sustentabilidade. Até algum tempo atrás, investir em sustentabilidade demandava adesão a fundos custosos ou a montagem de carteiras customizadas. Os ETFs ESG mudaram essa realidade;
4) Possibilidade de personalização do investimento.

Em 2022, a indústria brasileira de ETFs alcançou o total de 632 mil investidores, a maior quantidade já registrada na B3. Segundo dados divulgados, 72% da participação custodiada de ETFs pertence a investidores institucionais, enquanto as pessoas físicas representam 22%.

É característico do investidor doméstico se manter na dualidade “renda fixa-renda variável” dependendo do nível da taxa de juros.

Para sair dessa dicotomia, os ETFs surgem como uma possibilidade de investir em outros mercados, outras classes de ativos e outros temas que, até então, não eram presentes no Brasil.

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